DICIONÁRIO DE EXPRESSÕES E FRASES LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER
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M9: 1601-1800
1601. Mors meta malorum. [Binder, Medulla 1003] A morte é o fim dos sofrimentos. ■A morte é o fim de todos os males. ●Mors meta laborum. VIDE: ●Mors dolorum omnium exsolutio.
1602. Mors minus poenae quam mora mortis habet. [Ovídio, Heroides 10.84] A morte causa menos mal do que a espera da morte.
1603. Mors misera non est, aditus ad mortem est miser. [Quintiliano, Institutio Oratoria 8.8] A morte não é um mal, mas o caminho para a morte é triste. VIDE: ●Mors quidem mala non est, sed iter ad mortem miserum.
1604. Mors misera non est, commori cum quo velis. [Sêneca, Agamemnon 202] A morte não é um sofrimento, se se morre com quem se quer.
1605. Mors morte pianda est. [Ovídio, Metamorphoses 8.481] Uma morte tem de ser vingada por outra.
1606. Mors naturae lex est, mors tributum officiumque mortalium malorumque omnium remedium est. [Sêneca, Naturales Quaestiones 6.32.12] A morte é a lei da natureza; ela é o tributo e a obrigação de tudo que é mortal e o remédio de todos os males.
1607. Mors nec bonum nec malum est. [Sêneca, Ad Marciam 19.5] A morte não é um bem nem um mal.
1608. Mors nemini parcit. [Branco 711] A morte não poupa ninguém. ■Só se morre uma vez, mas dessa ninguém escapa.
1609. Mors non accipit excusationes. [DAPR 461] A morte não aceita desculpas. ■Contra a morte, não há coisa forte.
1610. Mors non separabit. [Divisa] A morte não nos separará.
1611. Mors nulla captat munera. [Aristófanes / Eiselein 609] A morte não aceita qualquer dádiva. ■Contra a morte não há coisa forte. ●Mors non curat munera. [Tosi 603] A morte não dá importância a presentes.
1612. Mors nulli parcit honori. A morte não poupa nenhuma dignidade. ■A morte não poupa nem o fraco nem o forte. ■Tanto morre o papa como quem não tem capa. VIDE: ●Mors sceptra ligonibus aequat.
1613. Mors omnes homines manet, divites et pauperes. A morte está reservada a todos os homens, ricos e pobres. ■Tanto morre o papa como quem não tem capa. VIDE: ●Mors sceptra ligonibus aequat.
1614. Mors omni aetati communis est. [Pereira 123] A morte é comum a toda idade. ■Tanto morrem velhos como meninos. ■Quem de moço não morre, de velho não escapa. VIDE: ●Omni aetati mors est communis.
1615. Mors omnia aequat. ■A morte nivela tudo. VIDE: ●Omnia cinis aequat. ●Omnia mors aequat.
1616. Mors omnia solvit. [Jur] A morte desata todo vínculo.
1617. Mors omnibus communis. [Erasmo, Adagia 3.9.12] A morte é comum a todos. ■A morte iguala todos os viventes.
1618. Mors omnibus ex natura aequalis est: oblivione apud posteros, vel gloria distinguitur. Por sua natureza, a morte é igual para todos; o esquecimento da posteridade ou a glória, eis a diferença. VIDE: ●Mortem, omnibus ex natura aequalem, oblivione apud posteros vel gloria distingui.
1619. Mors omnibus imminet, non minus regibus quam plebeiis. [Erasmo, Querela Pacis 555] A morte persegue a todos, não menos aos reis do que aos plebeus. ■Tanto morre o papa como quem não tem capa. ■A morte não poupa nem o fraco, nem o forte.
1620. Mors omnibus instat. [Sweet 148] A morte ameaça a todos. ■A morte nivela tudo.
1621. Mors omnibus parata. [Stevenson 511] A morte está preparada para todos.
1622. Mors omnium dolorum et solutio est et finis. A morte é a libertação e o fim de todos os sofrimentos. ■A morte é o fim de todos os males. VIDE: ●Mors dolorum omnium exsolutio. ●Mortem cuncta mortalium mala dissolvere.
1623. Mors omnium rerum est extremum. A morte é o final de todas as coisas.
1624. Mors optata recedit. [Binder, Thesaurus 1891] A morte desejada recua.
1625. Mors optima est perire lacrimandum suis. [Sêneca, Hippolytus 881] A morte mais bela é morrer arrancando lágrimas dos seus.
1626. Mors optima rapit, deteriora relinquit. [Erasmo, Adagia 3.9.43] A morte leva o melhor e deixa o pior. ■A morte leva os bons e deixa os maus. ■Todo bom acaba. ■Tudo que é bom acaba. VIDE: ●Optima citissime pereunt.
1627. Mors peccatorum pessima. [Vulgata, Salmos 33.22] A morte dos pecadores é péssima.
1628. Mors pulchra rapit, deterrima transit. A morte nos rouba as coisas belas, e nos deixa as piores.
1629. Mors, quae propter incertos casus cotidie imminet, propter brevitatem vitae nunquam potest longe abesse. [Cícero, Tusculanae Disputationes 1.38] A morte que, por causa os acidentes inesperados, nos ameaça diariamente, nunca pode estar distante de nós por causa da brevidade da vida.
1630. Mors quidem mala non est, sed iter ad mortem miserum. [Rezende 3613] A morte não é um mal, mas o caminho para a morte é triste. VIDE: ●Iter ad mortem durius quam ipsa mors. ●Mors misera non est, aditus ad mortem est miser.
1631. Mors sceptra ligonibus aequat. [Binder, Thesaurus 1893] A morte iguala os cetros às enxadas. ■A morte a todos nivela. ■A morte não poupa nem o fraco, nem o forte. ■Tanto morre o papa, como quem não tem capa. VIDE: ●Aequa tellus pauperi recluditur regumque pueris. ●Mors dominos servis et sceptra ligonibus aequat. ●Mors nulli parcit honori. ●Mors servat legem: tollit cum paupere regem. ●Ultima nos omnes efficit hora pares.
1632. Mors sequitur, vita fugit. [Burton / Sweet 193] A morte persegue, a vida foge.
1633. Mors servat legem: tollit cum paupere regem. [DAPR 461] A morte obedece a uma lei: junto com o pobre leva o rei. ■A morte não poupa nem o fraco nem o forte. VIDE: ●Debilis ac fortis veniunt ad limina mortis. ●Est commune mori, mors nulli parcet honori. ●Mors dominos servis et sceptra ligonibus aequat. ●Mors sceptra ligonibus aequat.
1634. Mors servituti turpitudinique anteponenda. [Cícero, De Officiis 1.23] Deve-se preferir a morte à servidão e à desonra. ■Antes a morte que a desonra. ■Antes morte que vergonha. VIDE: ●Candorem praefero vitae. ●Malo mori quam foedari. ●Malo mori quam maculari. ●Mavult mori quam maculari vir probus. ●Melius mori quam foedari. ●Mori melius est quam peccare. ●Mori satius est, quam turpiter vivere. ●Mors turpitudini anteponenda. ●Potius mori quam foedari. ●Potius mori milies quam semel foedari. ●Prius mori quam foedari.
1635. Mors similis vitae: respondent ultima primis. [Binder, Thesaurus 1894] A morte é igual à vida: o fim corresponde ao início. ■Tal vida, tal morte. ■Como se vive, assim se morre. VIDE: ●Qualis vita, finis ita. ●Sicut vita, finis ita. ●Vitae mors consentanea.
1636. Mors sola fatetur quantula sint hominum corpuscula. [Juvenal, Satirae 10.172] Só a morte mostra quão pequeninos são os corpinhos dos homens. VIDE: ●Quantula sunt hominum corpuscula!
1637. Mors somno similis est. [Cícero, Tusculanae Disputationes 1.97] A morte é semelhante ao sono. ■O sono é parente da morte. VIDE: ●Consanguineus leti sopor. ●Mortis imago et simulacrum somnus. ●Mortis imago sopor. ●Nihil est morti tam simile, quam somnus. ●Somnus mortis imago. ●Stulte, quid est somnus, gelidae nisi mortis imago?
1638. Mors terribilis est eis, quorum cum vita omnia exstinguuntur; non eis quorum laus emori non potest. [Cícero, Paradoxa 2.3] A morte é terrível para aqueles de quem tudo se acaba junto com a vida; mas não para aqueles cuja glória não pode morrer.
1639. Mors tua, vita mea. [Rezende 3617; DAPR 454] Tua morte é minha salvação. ■A desgraça de uns é o bem de outros. ■Morte do lobo, saúde do rebanho.
1640. Mors turpitudini anteponenda. [Albertano da Brescia, Liber Consolationis 49] Deve-se preferir à morte à desonra. ■Antes a morte que a desonra. ■Antes morte que vergonha. VIDE: ●Candorem praefero vitae. ●Malo mori quam foedari. ●Malo mori quam maculari. ●Melius mori quam foedari. ●Mori melius est quam peccare. ●Mori satius est, quam turpiter vivere. ●Mors servituti turpitudinique anteponenda. ●Potius mori quam foedari. ●Potius mori milies quam semel foedari. ●Prius mori quam foedari.
1641. Mors ultima linea rerum est. [Horácio, Epistulae 1.16.79] A morte marca o limite de todas as coisas. VIDE: ●Mors est ultima linea omnium rerum.
1642. Mors ultima ratio. [Rezende 3619] A morte é o último acerto de contas.
1643. Mors ultimum supplicium. A morte é a punição extrema.
1644. Mors velocis spatii meta novissima est. [Sêneca, Troades 399] A morte é o último marco de uma carreira rápida.
1645. Morsus morsum ducit. [Pereira 108] ■Um bocado leva outro.
1646. Mortale est omne mortalium bonum. [Metrodorus / Sêneca, Epistulae Morales 98.9] São mortais todos os bens dos mortais.
1647. Mortalem necesse est ferre fata numinum. [Manúcio, Adagia 124] O mortal tem de sofrer o destino determinado pelos deuses. ■O que não pode al ser deves sofrer. VIDE: ●Feras, non culpes, quod mutari non potest. ●Feras, non culpes, quod vitari non potest. ●Toleranda fata numinum.
1648. Mortalem te esse memento. Lembra-te de que és mortal. VIDE: ●Cogita te mortalem esse. ●Memento mori. ●Memento te mortalem esse.
1649. Mortales laetos vinum facit atque facetos. [Binder, Thesaurus 1896] O vinho torna os mortais felizes e alegres.
1650. Mortales leviculis rebus saepenumero et laeduntur et iuvantur. [Schottus, Adagia 516] Os mortais com freqüência são prejudicados e são favorecidos por coisinhas muito miúdas.
1651. Mortales sumus, haud sunt nobis crastinae curae. [Teócrito / Manúcio, Adagia 354] Nós somos mortais; não temos cuidados com o amanhã. VIDE: ●In diem vivo.
1652. Mortalia facta peribunt. [Horácio, Ars Poetica 68] As obras dos mortais se perderão.
1653. Mortalis divum auxilium desiderat omnis. [Homero / Grynaeus 91] Todo mortal deseja o auxílio dos deuses.
1654. Mortalis nata es, mortales peperisti. [Sêneca, Ad Marciam 11.1] Nasceste mortal, deste à luz a mortais.
1655. Mortalis nemo est, quem non attingat dolor morbusque. [Cícero, Tusculanae Disputationes 3.25] Não há mortal a que não atinja a dor e a doença. VIDE: ●Crux est generis omnis.
1656. Mortalis vitae brevitas non multa requirit: paucorum exigui temporis usus eget. [S.Próspero de Aqüitânia / Schottus, Adagialia Sacra 135] A brevidade da vida do mortal não exige muitas coisas: o uso do exíguo tempo tem necessidade de poucas coisas.
1657. Morte carent animae. [Ovídio, Metamorphoses 15.158] As almas não morrem.
1658. Morte crimina exstinguuntur. [Jur] Com a morte extinguem-se os crimes.
1659. Morte magis metuenda senectus. [Juvenal, Satira 11.45] A velhice deve ser mais temida do que a morte.
1660. Morte moriatur. Morra de morte. (=Seja executado).
1661. Morte nihil certius est, nihil vero incertius quam eius hora. [Rezende 3626] Nada mais certo que a morte, mas nada mais incerto que sua hora. ■Morte certa, hora incerta. VIDE: ●Certa mihi mors, incerta est funeris hora. ●Incertum est quando, certum est aliquando mori. ●Moriendum enim certe est, et id incertum an hoc ipso die. ●Mors cuivis certa, nihil incertius hora; ibimus absque mora, sed qua nescimus in hora. ●Mors est res certa, nihil est incertius hora. ●Mors certa, hora mortis incerta. ●Mors certa, hora incerta. ●Mors certa, tempus incertus. ●Mors est certa, dies vero mortis est incertus. ●Mortis dies omnibus incertus.
1662. Mortem aliquid ultra est? Vita, si cupias mori. [Sêneca, Agamemnon 996] Existe coisa pior do que a morte? A vida, se desejas morrer.
1663. Mortem antecessit. [Sêneca, Epistulae Morales 55.4] Adiantou-se à morte. (=Diz-se que quem vive sem fazer nada de bom).
1664. Mortem cogita, ut mortem nunquam timeas. Pensa na morte, para que nunca a temas. VIDE: ●Mortem ut nunquam timeas semper cogita.
1665. ortem nunquam timeas.
1666. Mortem cuncta mortalium mala dissolvere. [Salústio, Bellum Catilinae 51] A morte dá fim a todos os males dos mortais. ■A morte é o fim de todos os males. VIDE: ●Mors dolorum omnium exsolutio. ●Mors dolorum omnium exsolutio est et finis, ultra quem mala nostra non exeunt. ●Mors omnium dolorum et solutio est et finis.
1667. Mortem effugere nemo potest. [Cícero, Philippica 8.19, adaptado] À morte ninguém pode escapar. À morte, o remédio é abrir-lhe a boca.
1668. Mortem misericors saepe pro vita dabit. [Sêneca, Troades 330] O homem misericordioso muitas vezes dará a morte em lugar da vida.
1669. Mortem naturae finem esse, non poenam. [Cícero, Pro Milone 37] A morte é o fim que a natureza nos dá, e não castigo.
1670. Mortem non posse negari. [Marcial, Epigrammata 1.42.3] A morte não pode ser negada.
1671. Mortem, omnibus ex natura aequalem, oblivione apud posteros vel gloria distingui. [Tácito, Historiae 1.21] Por sua natureza, a morte é igual para todos; o esquecimento da posteridade ou a glória, eis a diferença. VIDE: ●Mors omnibus ex natura aequalis est: oblivione apud posteros, vel gloria distinguitur.
1672. Mortem optare malum, timere peius. [Ausônio, Septem Sapientum Sententiae, Periander] Desejar a morte é mau; temê-la é pior.
1673. Mortem sapientes nunquam inviti, fortes saepe etiam libenter oppetiverunt. [Cícero, In Catilinam 4.7, adaptado] Os sábios nunca enfrentaram a morte constrangidos, os valentes muitas vezes o fizeram espontaneamente.
1674. Mortem timere crudelius est quam mori. [Publílio Siro] Temer a morte é mais cruel do que morrer.
1675. Mortem ubi contemnas, omnes viceris metus. [Publílio Siro] Quando desprezares a morte, terás vencido todo medo.
1676. Mortem ut nunquam timeas semper cogita. [Sêneca, Epistulae Morales 30.18] Para que nunca temas a morte, pensa sempre nela. VIDE: ●Mortem cogita, ut Mortem venientem nemo hilaris excipit, nisi qui ad illam diu se composuerit. [Sêneca, Epistulae Morales 50] Ninguém recebe com alegria a morte que chega, a não ser quem durante muito tempo se preparou para ela.
1677. Morti natus es, minus molestiarum habet funus tacitum! [Sêneca, De Tranquillitate Animi 1.13] Nasceste para a morte; um funeral silencioso tem menos incômodos!
1678. Mortis asylum. O templo da morte. (=A sepultura).
1679. Mortis causa. [Jur] Por morte. VIDE: ●Causa mortis.
1680. Mortis dies omnibus incertus. O dia da morte é incerto para todos. ■Morte certa, hora incerta. VIDE: ●Certa mihi mors, incerta est funeris hora. ●Incertum est quando, certum est aliquando mori. ●Moriendum enim certe est, et id incertum an hoc ipso die. ●Mors certa, hora incerta. ●Mors certa est, funeris hora latet. ●Mors certa, hora mortis incerta. ●Mors certa, tempus incertus. ●Mors est certa, dies vero mortis est incertus. ●Mors est res certa, nihil est incertius hora. ●Mors cuivis certa, nihil incertius hora; ibimus absque mora, sed qua nescimus in hora. ●Morte nihil certius est, nihil vero incertius quam eius hora.
1681. Mortis imago et simulacrum somnus. O sono é a imagem e o retrato da morte. ●Mortis imago sopor. [John Owen, Epigrammata 108] O sono é o retrato da morte. VIDE: ●Consanguineus leti sopor. ●Mors somno similis est. ●Nihil est morti tam simile, quam somnus. ●Somnus mortis imago. ●Stulte, quid est somnus, gelidae nisi mortis imago?
1682. Mortis imago iuvat somnus, mors ipsa timetur. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 19] O sono, que é a imagem da morte, dá prazer; mas a morte mesma assusta.
1683. Mortis imperium. O império da morte. O poder de vida e morte.
1684. Mortis linque metus, ut possis vivere laetus. Abandona o medo da morte, para que possas viver com alegria.
1685. Mortis metus non tantus est, quantus est tormentorum. [Tertuliano, Ad Martyres 4.7] O medo da morte não é tão grande quanto o medo dos tormentos.
1686. Mortis vicinae vis vincet vim medicinae. [Tosi 590] A força da morte próxima vencerá a força do remédio.
1687. Mortua res Venus sine Baccho et Cerere. [Manúcio, Adagia 566] Sem Baco e Ceres, Vênus é coisa morta. ■Sem Ceres e Baco o amor é fraco. ■Sem beber e sem comer não há prazer. . VIDE: ●Absente vino, nulla tunc adest Venus. ●Absente vino pariter exsulat Venus. ●Sine Baccho et sine Cerere friget Venus. ●Sine Cerere et Baccho friget Venus. ●Sine Cerere et Libero friget Venus.
1688. Mortui non dolent. [Erasmo, Adagia 5.2.35] Os mortos não sofrem.
1689. Mortui non mordent. [Plutarco / Erasmo, Adagia 3.6.41] Os mortos não mordem. ■Defunto não morde. ■Homem morto não fala. VIDE: ●Canis mortuus non mordet. ●Mortuus non mordet.
1690. Mortuis mederi. [DAPR 462] Medicar mortos. (=Perder o trabalho). VIDE: ●Monere senem est mederi mortuo. ●Mortuo mederi, senem monere.
1691. Mortuis non convinciandum. [Homero / Binder, Thesaurus 1902] Não se deve falar mal dos mortos. ■Enterrado, perdoado. ■Não batas em homem morto. ■Ninguém sabe onde fica o cemitério dos ruins. VIDE: ●Cum mortui non mordent, iniquum est ut mordeantur. ●De mortuis nihil nisi bonum. ●De mortuis nil nisi bene. ●De mortuis non nisi bene. ●De mortuis optima. ●Nihil de mortuis nisi bonum. ●Parce sepulto. ●Parce sepultis.
1692. Mortuis verba das. [Pereira 98] Falas a defuntos. ■Pregas no deserto. ■Malhas em ferro frio. ●Mortuo fabellam ad aures narras. [Schottus, Adagia 236] Contas uma história no ouvido de um morto. VIDE: ●Mortuo verba facis.
1693. Mortuo applicas navem. [Quintiliano, Declamatio Maior 12.23] Levas a tábua de salvação a um morto.
1694. Mortuo leoni barbam evellis. Arrancas a juba a um leão morto. ■Espancas cachorro morto.
1695. Mortuo leoni etiam lepores insultant. [Erasmo, Adagia 4.7.82] De leão morto até as lebres saltam em cima. ■Leão moribundo, cachorro lhe mija. ■De árvore caída todos fazam lenha. ■A mouro morto, grande lançada. ●Mortuo leoni et lepores insultant. ●Mortuo leoni vel lepores insultant. [Pontanus] ●Mortuo leoni etiam mures insultant. Até os ratos saltam por cima do leão morto. VIDE: ●Audet vel lepus exanimo insultare leoni. ●Et lepores audent caeco insultare leoni. ●Leo a leporibus insultatur mortuus. ●Leoni mortuo et lepores insultant. ●Vulgus sequitur fortunam, et odit damnatos.
1696. Mortuo mederi, senem monere. [Pereira 117] Advertir um velho é o mesmo que medicar um morto. ■Repreender velho e expulgar cão duas doidices são. ■Papagaio velho não aprende língua. ●Mortuo mederi, et senem admonere idem esse. [Manúcio, Adagia 105] Medicar um morto e advertir um velho é a mesma coisa. VIDE: ●Monere senem est mederi mortuo. ●Mortuis mederi.
1697. Mortuo qui mittit munus, nil dat illi, adimit sibi. [Publílio Siro] Quem faz doação a morto não lhe dá nada e tira de si mesmo.
1698. Mortuo verba facis. [Grynaeus 321] Falas a defunto. ■Pregas no deserto. ■Malhas em ferro frio. ■Perdes teu latim. VIDE: ●Cum mortuo verba facit. ●Mortuis verba das. ●Mortuo fabellam ad aures narras. ●Verba facit emortuo. ●Verba fiunt mortuo.
1699. Mortuum flagellas. [Albertatius 782] Espancas um defunto. ■Estás espancando cachorro morto. VIDE: ●Iugulare mortuos.
1700. Mortuum unguento perungis. [Apostólio 13.63] Estás perfumando um morto. ■Não gastes cera com ruim defunto.
1701. Mortuus est. Morreu.
1702. Mortuus est Dei Filius; prorsus credibile, quia ineptum est. [Tertuliano, De Carne Christi 5.4] Morreu o filho de Deus; isto pode ser crido exatamente porque é um absurdo.
1703. Mortuus est in senectute bona, plenus dierum, et divitiis, et gloria. [Vulgata, 1Paralipômenos 29.28] Morreu numa ditosa velhice, cheio de dias e de bens e de glória.
1704. Mortuus est pater eius, et quasi non est mortuus, similem enim reliquit sibi post se. [Vulgata, Eclesiástico 30.4] Morreu o seu pai, e foi como se não morresse, porque deixou depois de si um seu semelhante.
1705. Mortuus est pintus in casca. [Latim macarrônico / Lodeiro 667] O pinto morreu na casca. (=O assunto morreu).
1706. Mortuus est qui Deo non vivit. Morto está quem não vive para Deus.
1707. Mortuus ille diu defunctus, quisque per annum. [DAPR 462] Esse morto já se foi há muito tempo, quase um ano. ■A mortos e idos não há amigos.
1708. Mortuus non mordet. [Apostólio 13.65] Morto não morde. ■Defunto não morde. VIDE: ●Canis mortuus non mordet. ●Mortui non mordent.
1709. Mortuus per somnum, vacabis curis. [Erasmo, Adagia 4.1.18] Quando estiveres morto de sono, não terás preocupações. ■Dormirás, boas novas acharás.
1710. Mortuus sine prole. [Jur / Black 1208] Morto sem descendentes.
1711. Morum dissimilitudo dissociat amicitias. A diversidade de caracteres dissolve as amizades. VIDE: ●Dispares enim mores disparia studia sequuntur, quorum dissimilitudo dissociat amicitias.
1712. Morum similitudo mater amicitiae. [Pontanus / Stevenson 914] A semelhança de caráter é a mãe da amizade. VIDE: ●Coniugat amicitiam morum similitudo.
1713. Morus moro purgatur. [Schottus, Adagia 280] Uma amora se limpa com outra. ■O que uma amora tinge, outra destinge. ■A nódoa que põe a amora com outra verde se tira. VIDE: ●Quod morum inficit unum, aliud morum eluit inde.
1714. Mos erat antiquus niveis atrisque lapillis, his damnare reos, illis absolvere culpa. [Ovídio, Metamorphoses 15.41] Era costume antigo condenar os réus com pedras pretas e absolvê-los com pedras brancas.
1715. Mos est oblivisci hominibus, neque gnovisse cuius nihili sit facienda gratia. [Plauto, Captivi 984] Os homens têm o costume de esquecer e não reconhecer aqueles cuja amizade nada lhes promete.
1716. Mos et lex. O costume e a lei.
1717. Mos maiorum. O costume dos antepassados.
1718. Mos miseri ultro convivia adire bonorum. [Schottus, Adagia 581] É costume do pobre ir aos banquetes dos bons sem ser convidado. VIDE: ●Boni ad bonorum convivia invocati accedunt. ●Bonorum ultro ad convivia accedunt boni. ●Conviva amico amicus ultro etiam venit. ●Convivae non vocati ad amicos eunt. ●Invocati comessatum ad amicos veniunt amici. ●Non vocati amici amicorum mensam accedunt. ●Sponte boni ad parium laeti convivia tendunt. ●Sponte bonis mos est convivia adire bonorum. ●Ultro adeunt hominis timidi convivia fortes.
1719. Mos pro lege. O costume em lugar da lei.
1720. Mos regit legem. O costume governa a lei. ■O costume faz lei.
1721. Mota quietare, quieta non movere. [Tosi 1202] Acalmar o que está agitado, não mexer o que está quieto. ■Não acordes o cão que dorme. VIDE: ●Quieta non movere.
1722. Mota semel multitudo modum non servat. [Sêneca Retórico, Controversiae 3.8] Uma vez provocada, a multidão não respeita limites.
1723. Motu cordis. [Apuleio, De Deo Socratis 12] Por impulso do coração.
1724. Motu proprio. [Jur] Por movimento próprio. Por iniciativa própria. Por vontade própria. Voluntariamente. VIDE: ●De motu proprio. ●De proprio motu. ●Ex proprio motu. ●Proprio motu. ●Sponte propria. ●Sponte sua. ●Sua sponte.
1725. Motum illi felicitate nimia caput. [Sêneca, Epistulae Morales 114.8] Sua cabeça ficou perturbada pelo grande sucesso. ■O sucesso subiu-lhe à cabeça.
1726. Motus in fine velocior. [Rezende 3632] O movimento é mais veloz no fim. ●Motus intensior est in fine quam in principio. [Signoriello 210] O movimento no fim é mais intenso do que no princípio. VIDE: ●Cursus in fine velocior.
1727. Motus moderatus gravidis optime convenit, nimius vero motus abortum producit. [Nenter 98] O exercício é muito conveniente às grávidas, mas o exercício exagerado provoca o aborto.
1728. Motus sine causa nullus est. [Cícero, De Fato 20] Não existe movimento sem causa.
1729. Mox nox in rem. A noite está chegando, (vamos) ao assunto.
1730. Mox simul ac dictum est verbum, res ipsa peracta est. [Grynaeus 237] Assim que a palavra foi pronunciada, a ação foi realizada. ■Dito e feito. . ■Assar e comer. VIDE: ●Confestim dicto citius res ipsa peracta. ●Dictum ac factum. ●Dictum, factum. ●Simul et dictum et factum. ●Simul dictum, simul factum. ●Ut dictum et actum est. ●Veni, vidi, vici. ●Volitum, dictum, factum.
1731. Mula senex fulvis ornatur saepe lupatis. [Pereira 95] Muitas vezes se enfeita a mula velha com freio dourado. ■A mula velha, cabeçada nova. ■Asna velha, cinta amarela. ■Para burro velho, capim novo.
1732. Mula ubi pepererit. Quando a mula parir. ■No dia de ■São ■Nunca. VIDE: ●Ad calendas Graecas. ●Cum mula pepererit. ●Cum muli pariunt.
1733. Mulcent delirum verba polita virum. [DAPR 278] As palavras enfeitadas acalmam o homem enlouquecido. ■Boas palavras e maus feitos enganam sisudos e néscios.
1734. Mulciber in Troiam, pro Troia stabat Apollo. [Ovídio, Tristia 1.2.5] Vulcano estava contra Tróia, mas Apolo estava a favor dela. ■Quando uma porta se fecha, outra se abre. VIDE: ●Aequa Venus Teucris, Pallas iniqua fuit.
1735. Mulge praesentem. [Schottus, A